HISTÓRIA

MUNICÍPIO DE PRANCHITA

Fundação: 11 de maio de 1982.

Lei de Criação: Lei Estadual nº 7.574/82, de 11/05/1982.

Instalação: 01 de fevereiro de 1983.

Área territorial: 226 km².

Densidade demográfica: 26,04 hab./km².

 

CARACTERIZAÇÃO GERAL DO MUNICÍPIO

 

1. ASPECTOS GEOGRÁFICOS

O município de Pranchita está localizado no extremo sudoeste do Estado do Paraná, ocupando uma área territorial de 246 quilômetros quadrados, a uma altitude de 460 metros acima do nível do mar, longitude de 53º45’00” oeste e latitude de 26º00’00” sul. O seu clima é subtropical úmido mesotérmico, com temperatura mínima de 11º C (onze graus centígrados) e máxima de 25º C (vinte e cinco graus centígrados), embora já tenha atingido uma temperatura mínima de 3º C (três graus centígrados) e máxima de 38º C (trinta e oito graus centígrados), com meses de verão quentes e geadas menos frequentes, sem estação seca definitiva, correspondendo ao tipo climático CFA, da classificação de Köppen. A precipitação pluviométrica no município é bem distribuída durante todos os meses, alcançando um índice de 1.800 a 2.000 milímetros anuais. Os municípios limítrofes são: ao norte, Pérola d'Oeste e Bela Vista da Caroba; ao sul, Santo Antônio do Sudoeste; ao leste, Ampére; e, ao oeste, a República Argentina.

1.1 DISTÂNCIAS

As distâncias entre o município de Pranchita e a capital, Curitiba, são de 604 quilômetros, pela Rodovia BR-116; para o Porto de Paranaguá, 724 quilômetros, pela Rodovia BR-116; e para o aeroporto mais próximo, o Aeroporto Paulo Abdala, localizado em Francisco Beltrão, 100 quilômetros.

1.2 RELEVO E SOLOS

O município apresenta solos derivados do basalto, predominando o latossolo vermelho-escuro, desenvolvido a partir dos produtos da meteorização das rochas eruptivas do derrame do Trapp, sendo bem suprido de matéria orgânica. São solos que, apesar de pobres quimicamente (principalmente de fósforo), uma vez corrigidos e adubados, correspondem em produções compensadoras. Em estado natural, possuem boa capacidade de infiltração e percolação de água, sendo, portanto, bastante resistentes à erosão.

1.3 VEGETAÇÃO E FAUNA

A vegetação é do tipo subtropical, onde predominam árvores de grande porte, tais como: pinheiro, peroba, angico, cedro, loro, ipê e canela. Também se encontra a erva-mate, ou chimarrão, bebida muito apreciada pela população pranchitense. O eucalipto é uma planta bastante explorada como fonte energética. A fauna apresenta espécies características da região, embora parte delas esteja ameaçada pela redução de seu habitat.

1.4 HIDROGRAFIA

O município de Pranchita é banhado pelos rios Capanema, Jacutinga, Claro, Pranchita e Aurora.

 

2. ASPECTOS HISTÓRICOS

2.1 OCUPAÇÃO E POVOAMENTO

Os primeiros habitantes da região onde se localizam os municípios de Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste foram dois paraguaios, Dom Lucca Ferreira e João Romero, que chegaram em 1902. Eles extraíam a erva-mate, que era uma das principais riquezas da região. Como não havia estradas, faziam picadas na floresta e se utilizavam de animais para o transporte de cargas. Mais tarde, vieram as famílias dos brasileiros Antonio Colla, no ano de 1925; Gregório Ferreira, em 1934; e Leonardo Canzi e Júlio Giongo, em 1938. Este último trouxe, em lombo de burro, máquinas para montar a primeira serraria, existente ainda hoje no município. Todas as famílias enfrentavam muitas dificuldades no transcurso da viagem, levando muitos dias para chegar ao local, devido às más condições dos caminhos e à ausência total de meios de transporte. Os objetos pessoais eram transportados no lombo de burros ou cavalos, tendo, às vezes, que acampar, armando barracas ao longo do caminho durante os dias de chuva. As últimas mudanças foram trazidas em carroças e caminhão movido a carvão. As famílias que se instalaram no lugar eram, na maioria, de origem italiana, vindas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

2.1.1 CAUSAS DO POVOAMENTO

Na região do Sudoeste, a população era pouca, o solo era fértil, existia ainda muita mata virgem e as terras eram adquiridas por baixo preço. Esses fatores favoreceram a vinda dos primeiros povoadores. Após a fixação no local, instalaram uma serraria, um moinho e deram início ao cultivo de vários produtos agrícolas e à extração da erva-mate. Os primeiros povoadores tiveram que enfrentar várias dificuldades. Havia muitos mosquitos na região; não havia estradas, nem casas para morar, tampouco escola, assistência médica, igreja ou casas comerciais. Os gêneros alimentícios necessários para a subsistência eram adquiridos no vizinho país da Argentina. Os produtos agrícolas colhidos, a erva-mate e a madeira serrada eram exportados para a Argentina, por ser o local de mais fácil acesso para o transporte dos produtos. Apesar de tantas dificuldades enfrentadas, todas as famílias pioneiras se adaptaram perfeitamente ao local.

2.2 ORIGEM DO MUNICÍPIO

Pranchita tinha como seu primeiro nome Rio Claro. Até 11 de maio de 1982, antes de sua emancipação política, seu território pertencia ao município de Santo Antônio do Sudoeste. Contam os primeiros moradores que Dom Lucca gostava de dar o nome de seus filhos às localidades por onde costumava passar. Assim, o nome Pranchita teria origem no nome de uma de suas filhas, chamada Planchita.

2.3 EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

Com o desenvolvimento da localidade, Pranchita passou a ser distrito do município de Santo Antônio do Sudoeste, em 26 de fevereiro de 1964, conforme a Lei nº 4.384. O plebiscito ocorreu em 13 de dezembro de 1981, e, em 11 de maio de 1982, o município foi emancipado.

2.4 SÍMBOLOS OFICIAIS DO MUNICÍPIO

Os símbolos oficiais do Município de Pranchita são a Bandeira, o Brasão de Armas e o Hino Municipal.

2.4.1 BANDEIRA MUNICIPAL

A Bandeira Municipal foi instituída através do Decreto nº 111/84, de 02 de maio de 1984, tendo a cor verde com fundo branco e, em seus quatro cantos, três faixas horizontais paralelas, seccionadas obliquamente nas suas extremidades internas. No centro da Bandeira, contém um logotipo representando a letra “P” estilizada, composta por duas pranchas na cor marrom, imitando madeira, uma delas curvada e a outra reta, ambas em perspectiva.

2.4.2 BRASÃO DE ARMAS

O Brasão de Armas do município foi de autoria de Valdecir Luiz Pezzini, Adamir Batistela, Oliveto Gnoatto, Elizane Ana Jachinski, Heitor Guareschi, Catarina Fedrigo, Eloir Lange, Clair Caramori, Ivo Foppa e Noeli Aparecida Algeri, com interpretação heráldica da coordenação da ENSIPAR (Enciclopédia Simbológica Municipalista Paranaense), sendo um escudo de estilo alemão, formado por curvas simétricas, entrantes e salientes, com extremidade inferior em ponta. Na parte superior do escudo, sobre o fundo azul-claro, figura a letra “P”, na cor marrom, representando o município. Na parte inferior do escudo, consta um campo agricultável, onde estão representadas, em suas cores, as três principais culturas municipais: soja (centro), trigo (direita) e milho (esquerda). Sob o escudo, há um listel nas cores branca (centro), verde e vermelho (pontas), onde se lê “Pranchita – 1982”, indicando, respectivamente, o topônimo do município e o ano da emancipação política. O Brasão foi oficializado em 25 de junho de 2002, através da Lei nº 295/2002.

2.4.3 HINO MUNICIPAL

O Hino Municipal foi composto a partir das adaptações das letras dos autores Maria Alexandra Hendges, Armindo Grilo e Eliane Canzi Bolzan, munícipes que participaram de concurso. A música, o arranjo e a adaptação são de autoria de Edirval Roberto Krinke. O Hino foi oficializado por meio da Lei nº 653/2004, de 14 de dezembro de 2004.

HINO DO MUNICÍPIO DE PRANCHITA

Letra: Maria Alexandra Hendges, Armindo Grilo e Eliane Canzi Bolzan.
Música, arranjo e adaptação: Edirval Roberto Krinke.

Como é bom saudar
A terra bendita em que vivemos
Com cultura e povos diferentes,
Juntos e irmanados construindo a sua história.

No Sudoeste do Paraná,
Território de riquezas naturais,
Os desbravadores que aqui passaram
Deixaram, com o seu suor, a terra irrigar.

Oh! Pranchita, terra amada!
De um povo hospitaleiro e gentil,
És nossa honra, és nossa glória!
Tu és um pedacinho do Brasil.

Seus filhos e herdeiros, muito unidos,
Com amor, trabalho e dedicação,
Aqui fizeram a gloriosa história,
Em onze de maio, a emancipação.

Terra de um povo trabalhador,
Que, na força da agricultura,
Pecuária, indústria e comércio,
Acredita num futuro promissor.

Oh! Pranchita, terra amada!
De um povo hospitaleiro e gentil,
És nossa honra, és nossa glória!
Tu és um pedacinho do Brasil.

 

3. ASPECTOS POPULACIONAIS 

O primeiro censo realizado no município ocorreu em 1983, e a população urbana era de 1.659 habitantes, enquanto a rural era de 9.450, totalizando 11.109 habitantes. Em 1990, possuía um total de 4.595 habitantes, dos quais 2.607 na zona urbana e 1.988 na zona rural. De acordo com o Censo 2000 do IBGE, Pranchita possuía aproximadamente 6.258 habitantes, dos quais 3.160 residiam na zona urbana e 3.098 na zona rural. Pelo SIAB 2006 (Sistema de Informação da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde), o município possuía 3.918 habitantes na zona urbana (64%) e 2.201 na zona rural (36%). A taxa de crescimento anual era de 1,38%, sendo a renda municipal per capita de 254,47 e o IDH de 0,803, ocupando a décima oitava posição no ranking estadual e o segundo lugar no ranking do Sudoeste do Paraná.

 

4. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS

A renda do município provém, basicamente, da agricultura, com predominância da pequena propriedade, sendo que a grande maioria das propriedades possui até cinquenta hectares. Dentre os principais produtos agrícolas cultivados, destacam-se o milho, a soja, o trigo, o feijão e o fumo. Com relação à criação de animais, predominam a bovinocultura, a suinocultura e a avicultura. As indústrias que predominam no município são as de cerâmica, metalurgia e serrarias. O município conta com 13 indústrias, 78 estabelecimentos de comércio varejista, 54 prestadores de serviços e um estabelecimento de comércio atacadista.

 

5. ASPECTOS CULTURAIS

Algumas festas mais tradicionais são realizadas anualmente, com acesso livre e grande participação da população, tais como a Festa de Nossa Senhora do Carmo, a Festa dos Padroeiros das Comunidades e as Festas Juninas. Os eventos recreativos e culturais são promovidos pelo Conselho Paroquial, pelas comunidades rurais, pela Prefeitura Municipal e por outras entidades. Os locais disponíveis para essas atividades culturais são: Casa da Cultura Prefeito Jandir Feroldi, Praça Arnaldo Busatto, Centro de Tradições Gaúchas Caçula da Fronteira (com quatro pistas de bolão e cancha de bocha), Centro de Convivência do Idoso, Centro Pastoral Padre José Bosman, Capela Nossa Senhora Aparecida, na Linha São João, Ginásio de Esportes Armindo Viecelli, Ginásio de Esportes da Linha Vista Gaúcha, Estádio das Aroeiras, Clube SERPRA, Pranchita Piscina Clube (com campo de futebol suíço, voleibol, jogo de 48 e salão de eventos sociais) e campos de futebol nas diversas comunidades localizadas no interior (zona rural). No ano de 1948, foi construída uma pequena capela de madeira para a comunidade católica, onde aconteceu a primeira festa da Padroeira Nossa Senhora do Carmo, no dia 17 de julho de 1950. Em 10 de dezembro do mesmo ano, instalou-se o primeiro sino da igreja. Contam algumas testemunhas que o sino badalou durante todo o dia, anunciando a chegada, e permanece o mesmo até hoje, anunciando os momentos alegres e tristes da comunidade. Na culinária, destacam-se a polenta e outras comidas de origem italiana e, como bebidas típicas, o chimarrão, a cachaça e o vinho. O artesanato também é desenvolvido no município, sendo baseado em fibras naturais, bordado, crochê, pintura em tecido, vidrarias e telas.

 

6. ASPECTOS EDUCACIONAIS

O município dispõe de onze unidades de ensino públicas, distribuídas entre as diferentes etapas da Educação Básica. No âmbito da rede municipal, são atendidas a Educação Infantil, contemplando duas unidades de creche e três unidades de pré-escola, e o Ensino Fundamental – anos iniciais, ofertado em quatro escolas. No que se refere à rede estadual de ensino, o município conta com três escolas que ofertam o Ensino Fundamental – anos finais, sendo que uma dessas instituições também oferece o Ensino Médio regular e o curso de Formação de Docentes, na modalidade Normal Médio. Duas dessas unidades são caracterizadas como escolas do campo. Adicionalmente, o município conta com uma instituição de Educação Especial, mantida pela APAE, a qual desempenha relevante papel no atendimento educacional especializado. 

 

 


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